23 janeiro 2019

Resenha: O Príncipe Corvo





Editora: Record
Autor(a): Elizabeth Hoyt
Título Original: The Raven Prince

Série: Trilogia dos Príncipes - Livro 1
Páginas: 350
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Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante.
Chega uma hora na vida de uma dama...
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil.
Em que ela deve fazer o inimaginável...
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude.
E encontrar um emprego.
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.
 
“ O Príncipe Corvo” é o romance de época escrito por Elizabeth Hoyt e é o primeiro livro da “Trilogia dos Príncipes” publicado pela Editora Record


Neste romance, conheceremos a Anna Wren, uma viúva, do interior que precisa de um emprego com urgência para poder continuar vivendo. Um dia, voltando de uma feira, ela acaba sendo atropelada por um homem que cai do cavalo e que é um bruto, o que ela não imaginava é que este bruto é Edward de Raaf, o conde Swartingham e que estaria precisado de um secretário, depois que os últimos sumiram devido ao seu temperamento e Anna viria a trabalhar com ele.
Com o tempo, a medida que Anna se mostra forte, bondosa e nada afetada pelo seu temperamento, ele começa a vê-la com outros olhos. Anna começa a se sentir atraída por ele e descobre que o conde satisfaz seus desejos numa casa em Londres, o Groto de Aphrodyte, e numa loucura, movida pelo desejo, resolve ter uma noite com o conde, sem que ele saiba quem é ela.
“Eu estava esperando por você. Somente por você.”
“O Príncipe Corvo” é com toda certeza, um dos romances de época mais diferentes que li na vida. Neste livro, temos uma protagonista, Anna, que a princípio se mostra tímida, recatada, com algumas cicatrizes na alma e no coração de seu antigo casamento. Aos poucos, ela se revela com um coração enorme e que não faz distinções, que questiona, que enfrenta e no final do livro temos não apenas uma mulher forte, decidida como também apaixonada.
“Como era empolgante falar o que pensava sem se importar com a opinião de um homem.”
Edward, nosso protagonista, é um homem atormentado. Ele tem cicatrizes de varíola, doença que matou toda a sua família, um temperamento difícil e a capacidade de não confiar em ninguém, o que e muito bem justificado no livro. Esse personagem é um dos mocinhos com uma personalidade mais marcante que já li e que alguns aspectos me lembraram Sebastian de “O Príncipe dos Canalhas”, talvez por ambos terem tormentos semelhantes.
“ O Príncipe Corvo” é com toda certeza o romance de época mais erótico e explicito que li. Com cenas carregadas de muita sensualidade, erotismo e descrições bem-feitas e detalhadas. O romance dele é um misto de diálogos marcantes, construção de um relacionamento e muita sensualidade, em medidas ideais e fortes.
“Você vale tudo e mais um pouco para mim. Inclusive sangrar até a morte num bordel.”
O livro traz uma série de reflexões sobre o relacionamento entre homens e mulheres dentro da sociedade, que se é desigual hoje, no século XIX era pior e Elizabeth Hoyt é brilhante em dar isso um tom que permeia toda a história, sem ser toda a história, numa narrativa que flui, que é leve, que é intensa, mas nada leviana.
“(...) A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casas de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas.Enquanto ela, por ser mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo.”
“ O Príncipe Corvo” foi uma experiência cativante, repleta de boas passagens e com um romance quente e intenso, com perdão, redenção, amor e sensualidade. O livro consegue trabalhar inúmeras tramas em paralelo que permeavam aquela sociedade e com isso, o leitor tem o vislumbre de pequenos ensinamentos.
Talvez a minha única queixa é que o personagem que será protagonista do próximo romance, “ O Príncipe Leopardo”, tem pouca presença neste romance, então acabamos não desenvolvendo nenhum vínculo com ele.
“Você é minha família. Se nunca tivermos filhos, vou ficar decepcionado, mas, se eu nunca tiver você, vou ficar arrasado. Eu amo você. Eu preciso de você. Por favor, confie em mim o bastante para se tornar minha esposa.”
“Ela era uma mulher, e aonde quer que seu corpo fosse, suas emoções o seguiriam indiscriminadamente.”


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16 janeiro 2019

Resenha: O lado feio do amor - Colleen Hoover

Editora: Galera Record
Autor(a): Colleen Hoover

Título Original: Ugly Love

Páginas: 336
Skoob  / Comprar

Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.




“ O lado feio do amor” é o meu primeiro contato com a autora Colleen Hoover e seu livro foi publicado no Brasil pela Galera Record.
Em “O lado feio do amor” somos apresentados a Tate Collins, que se muda de San Diego para San Francisco para fazer seu mestrado de enfermagem. No dia que ele chega à casa do seu irmão Corbin, tem um homem bêbado na sua porta que ela descobrirá ser Milles Archer, o piloto de avião, amigo de seu irmão e seu vizinho. A atração entre eles surge e é inegável para ambos, mas Milles tem um passado, onde conheceu o lado feio do amor, e não pretende repetir isso. Então, ele propõe a Tate um relacionamento de apenas sexo e com duas regras: sem perguntas do passado e sem esperanças para o futuro.
Porém, como é esperado, Tate começa a se apaixonar pelo belo e fechado Milles, porém, será que Tate conseguirá mostrar para Milles o lado bonito do amor de novo?
Eu era uma daquelas leitoras que estava cometendo o crime, um oitavo pecado capital, de não ter conhecido a escrita da Colleen Hoover. Embora tenha dois livros dela da minha estante, inclusive este, aproveitei e fiz a leitura de um dia pelo Kindle Unlimited.


“Na minha opinião, os relacionamentos não valem o resultado final.”
O livro tem seus capítulos divididos com os pontos de vista de Tate que trazem o presente em primeira pessoa e entendemos como ela se sente atraída e apaixonada de uma forma rápida demais para mim, o que me fez começar a ler o livro e não me sentir convencida pela proposta da autora. Era apenas atração física, sexual, sem quaisquer grandes diálogos que fariam com que você entendesse o porquê da paixão rápida. Como quase sempre nesses romances, Milles é um homem lindo, que a atrai, mas é tão fechado que não temos grandes relances de sua personalidade, exceto pelos capítulos narrados pelo próprio Milles.


“ Porque ele é solido, e eu, liquido, e agora sou apenas o rastro dele.”
 
Os capítulos do Milles trazem os fatos que ocorreram seis anos atrás, quando ele tinha 18 anos e como ele amou profundamente e como isso foi destruído. Admito que muitas vezes gostei mais de conhecer o passado de Milles que ler o presente de ambos.
Com um relacionamento baseado em sexo é de se esperar uma quantidade grande de cenas eróticas ao longo do livro, o que acontece da forma mais sensual possível, mas o que reforça a maior sensação que tive enquanto lia. Durante a primeira metade do livro, não me sentia convencida pela proposta da Colleen Hoover, faltava diálogo, faltava profundidade no relacionamento deles que justificasse as mudanças que a autora propôs.
Sendo assim, quando finalmente sabemos o que fez Milles descobrir o lado feio do amor e o que fez dele uma pessoa que não gostaria de se entregar ao amor novamente, me senti convencida de grande parte de suas atitudes, porém foi inegável a sensação de concluir as últimas páginas satisfeita e feliz pelo personagem, mas com a sensação de que faltou. Faltou construção de relacionamento, faltou diálogos mais profundos, faltou a sensação de que o relacionamento deles poderia ser algo redentor.

“ O amor nem sempre é bonito, Tate. Às vezes você passa o tempo inteiro desejando que um dia ele mude. Que melhore. E aí, antes que perceba, você já voltou para a estaca zero e perdeu o seu coração em algum lugar no meio do caminho.”
Considerando ter sido meu primeiro contato com a autora, gostei de sua narrativa fluida, leve, com uma boa carga emocional e não irei desistir de seus livros, apesar de não ter amado este. No geral, Colleen Hoover trouxe um romance que traz uma mensagem de linda de como a vida tem momentos que podem nos destruir, mas que temos sempre a chance de recomeçar.
“ O lado feio do amor” traz um romance que poderia ser mais, porém traz personagens muito bem construídos, principalmente os secundários – como Cap, que trabalha no prédio que eles moram – e com cenas de bastante intensidade emocional e sensualidade.



“ A diferença entre o lado bonito e o lado feio do amor é que o lado bonito é bem mais leve. A pessoa se sente como se estivesse flutuando. Ele ergue a pessoa. Carrega-a consigo.”


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