25 junho 2019

Resenha: Casada até Quarta - Catherine Bybee


Autor: Catherine Bybee
Editora: Verus
Título Original: 
Páginas:
Série: Noivas da Semana - Livro 1


“Casada até Quarta” é o primeiro romance dos sete livros que compõe a série “ Noivas da Semana” escrito por Catherine Bybee e publicado pela Editora Verus.
Nesse romance despretensioso, somos apresentados a Samantha – Sam – Elliot, uma mulher que possui uma agencia de casamentos, a Alliance, e que terá como cliente o lindo, rico e nobre, literalmente, Blake Harrison. Blake acaba de se tornar duque e para garantir a sua herança ele deverá casar antes do seu aniversário de 36 anos. Quando ele conhece Sam, ele fica rapidamente atraído pela voz dela, pela sua beleza e faz a ela a proposta de casamento milionária.
Com problemas familiares, Sam aceita a proposta de Blake e espera que não se deixe levar pela atração que existe entre eles.
“ Casada até quarta” traz uma série de clichês: um casamento de conveniência, uma atração arrebatadora, uma ex vingativa e uma série de dramas familiares. Com uma narrativa leve, fluida, despretensiosa, que não se aprofunda em nenhum dos temas propostos, Catherine Bybee nos guia por uma trama que nos remete a um filme de sessão da tarde.
O livro é bem leve, ideal para passar o tempo ou curar uma ressaca. Temos um romance com paixão, cenas sensuais, cenas fofas, perdão e final feliz. Blake é aquele mocinho lindo e maravilhoso que sempre encontramos, com seus dramas no passado.
Samantha é forte e decidida, mas em muitos momentos insegura, o que a transforma numa mulher real, já que ela tem um passado complicado. Os personagens secundários possuem seu espaço, e conhecemos os protagonistas do próximo romance “Esposa até Segunda” ainda neste romance.
Se você espera um grande romance e grandes cenas, altas emoções, “ Casada até Quarta” não é o livro ideal, mas cumpre o seu papel de entretenimento e leveza. Recomendo o romance para gastar algumas horas de uma viagem, ou para passar o tempo em um transporte público.


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20 junho 2019

Resenha: Lady Susan - Jane Austen


Autor: Jane Austen
Editora: Landmark
Título Original: Lady Susan
Páginas:



“Lady Susan” é o breve romance epistolar de Jane Austen, escrito em sua juventude em 1794 e publicado após a sua morte em 1871.
Neste romance, conheceremos a protagonista, possuidora do título deste romance, através de cartas de diversos personagens citados mais a seguir. Lady Susan Vernon é uma jovem viúva, bela e encantadora, não apenas fisicamente, mas possuidora de um conversa apaixonante. Apesar de seus atributos sociais, Lady Susan detesta a filha e a trata incrivelmente mal.
O romance começa com Lady Susan indo visitar seus cunhados, Charles e Catherine no interior, embora Catherine não goste nada dela pela sua índole e por ter tentado impedir seu casamento no passado. Pouco tempo depois, o irmão da Catherine, Reginald chega a casa e cai de encantos por Lady Susan, que já teve enlaces com homens casados e gostar de brincar com sentimentos alheios.
Frederica, filha da protagonista, foge da escola e acaba se encantando por Reginald ao conhece-lo e temos mais um plano de Lady Susan de fazer com que ela se case com o homem que ela escolheu para ela, e não o que ela deseja.
O romance, composto apenas por cartas, é bem diferente do que imaginava. Com uma linguagem rebuscada e formal característico do século XIX, conhecemos a protagonista, uma mulher que não poderia ser descrita de outra forma além de víbora. Uma mulher manipuladora, sem escrúpulos e que é o retrato e uma critica de uma pessoa vazia que continuam existindo.
Embora, confesso, não tenha sido arrebatada pela leitura, lendo muito mais pela obrigação do desafio do que pelo prazer, o livro consegue transmitir uma caraterística forte de Jane Austen, sua crítica social, seus quotes que são tapas na cara e personagens tão humanos que parecem que foram reais – e parece que Lady Susan realmente foi inspirada em alguém real.
Como primeiro livro do desafio “ Lendo Jane Austen”, Lady Susan não me agradou pela protagonista odiosa, embora os demais personagens acabe sendo levemente explorados – já que o foco é realmente a Lady Susan – foi um bom pontapé para mesmo quando o livro não me agrade, eu possa ver a maestria da autora. 

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01 abril 2019

Resenha: Um Sedutor sem Coração - Lisa Kleypas

Editora: Arqueiro
Autor(a): Lisa Kleypas
Título Original: 
Série: Os Ravenels - Livro 1
Páginas: 320
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Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas.
A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon.
Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar.
Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?
Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.



“Um sedutor sem coração” é o primeiro livro da série de romance de época mais recente publicada da Lisa Kleypas, “ Os Ravenels”, composta a princípio de quatro livros no Brasil e publicado pela Editora Arqueiro.
Neste livro somos apresentados a Devon Ravenel, o mais jovem duque de Th, já que seu primo Theo faleceu numa queda de cavalo, deixando uma casa em ruinas, dívidas, uma jovem viúva, Kathleen, e suas três irmãs, Helen e as gêmeas, Pandora e Cassandra. Os planos do libertino Devon eram claros: se livrar da propriedade, das dívidas, da viúva de Theo e suas irmãs. O que ele não esperava era que encontraria uma mulher com a personalidade de um texugo irritado, - como citado no livro – que vai querer defender até o fim aquela terra que é lar de tantas pessoas e das irmãs de seu falecido marido.
Esse foi o primeiro romance de época que li este ano – eu não li nem dez livros esse ano, então não se surpreendam – e tinha que retornar a esse gênero que continuo amando com a minha autora favorita, Lisa Kleypas e relembrar o porquê de amar tanto o gênero. Li o livro em uma única tarde chuvosa de domingo e ri, torci, suspirei, sofri e terminei este livro já comprando o próximo, “Uma noiva pra Winter..”
Devon é aquele libertino que é o mais clássico e delicioso clichê desse gênero, mas desde o primeiro momento que ele conhece Kathleen, ele percebe que ela é diferente, ele se sente diferente. Obvio que existe aquela atração física e desejo comuns a esses casais, mas ele percebe que ela seria diferente, que com ela seria diferente.
Kathleen ainda sofre a perda recente de seu marido, se culpa e ainda tem receio que fique sem ter para onde ir com Devon querendo expulsar a todos. Como todas as protagonistas de Lisa Kleypas, Kathleen é forte, decidida, ousada dentro de sua personalidade. Se preocupa com todos ao seu redor, é destemida na medida e aos poucos cede aos encantos, sedução e sentimentos por Devon.
O relacionamento deles é ardente, divertido, repleto de diálogos ágeis e sedução. É aquela delicia de ler e você vibra com cada evolução dos dois e como o relacionamento se constrói, como ambos mudam ao longo da trama.
Uma característica comum aos livros da Lisa Kleypas e em “ Um sedutor sem coração” não seria diferente é a participação ativa dos personagens secundários. O irmão de Devon, West, é outro personagem que vemos evoluir na trama e torço por um livro dele na série. As gêmeas são jovens, divertidas e donas das cenas mais engraçadas do livro, acredito que seus livros serão sensacionais pelas duas personalidades serem tão diferentes, principalmente Pandora que me lembrou em muita coisa a protagonista mais jovem dos Hathaways, .........
Em linha com todas as características da autora, temos o próximo romance da série “ Uma noiva para ...” sendo introduzido neste livro, então temos vislumbres desse romance e nossas expectativas aumentadas com o final que a autora dá a essa trama secundária.
“Um sedutor sem coração” era exatamente o que precisava para retornar aos romances de época: humor, romance, diversão, suspiros, risos e alegria. Lisa Kleypas firmou seu lugar ainda mais no meu coração como minha autora favorita de romances de época com sua narrativa que é romântica, sensual, divertida e traz profundidade na medida para o gênero. A capa da Editora Arqueiro é bonita e sua diagramação segue em linha com os demais romances de época da editora.
“ Um sedutor sem coração” ganhou espaço em meu coração de leitora pela leveza, alegria, diversão e por ser um romance com uma dose de tudo que amamos: transformação, sedução e redenção.


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23 janeiro 2019

Resenha: O Príncipe Corvo





Editora: Record
Autor(a): Elizabeth Hoyt
Título Original: The Raven Prince

Série: Trilogia dos Príncipes - Livro 1
Páginas: 350
Skoob  / Comprar

Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante.
Chega uma hora na vida de uma dama...
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil.
Em que ela deve fazer o inimaginável...
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude.
E encontrar um emprego.
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.
 
“ O Príncipe Corvo” é o romance de época escrito por Elizabeth Hoyt e é o primeiro livro da “Trilogia dos Príncipes” publicado pela Editora Record


Neste romance, conheceremos a Anna Wren, uma viúva, do interior que precisa de um emprego com urgência para poder continuar vivendo. Um dia, voltando de uma feira, ela acaba sendo atropelada por um homem que cai do cavalo e que é um bruto, o que ela não imaginava é que este bruto é Edward de Raaf, o conde Swartingham e que estaria precisado de um secretário, depois que os últimos sumiram devido ao seu temperamento e Anna viria a trabalhar com ele.
Com o tempo, a medida que Anna se mostra forte, bondosa e nada afetada pelo seu temperamento, ele começa a vê-la com outros olhos. Anna começa a se sentir atraída por ele e descobre que o conde satisfaz seus desejos numa casa em Londres, o Groto de Aphrodyte, e numa loucura, movida pelo desejo, resolve ter uma noite com o conde, sem que ele saiba quem é ela.
“Eu estava esperando por você. Somente por você.”
“O Príncipe Corvo” é com toda certeza, um dos romances de época mais diferentes que li na vida. Neste livro, temos uma protagonista, Anna, que a princípio se mostra tímida, recatada, com algumas cicatrizes na alma e no coração de seu antigo casamento. Aos poucos, ela se revela com um coração enorme e que não faz distinções, que questiona, que enfrenta e no final do livro temos não apenas uma mulher forte, decidida como também apaixonada.
“Como era empolgante falar o que pensava sem se importar com a opinião de um homem.”
Edward, nosso protagonista, é um homem atormentado. Ele tem cicatrizes de varíola, doença que matou toda a sua família, um temperamento difícil e a capacidade de não confiar em ninguém, o que e muito bem justificado no livro. Esse personagem é um dos mocinhos com uma personalidade mais marcante que já li e que alguns aspectos me lembraram Sebastian de “O Príncipe dos Canalhas”, talvez por ambos terem tormentos semelhantes.
“ O Príncipe Corvo” é com toda certeza o romance de época mais erótico e explicito que li. Com cenas carregadas de muita sensualidade, erotismo e descrições bem-feitas e detalhadas. O romance dele é um misto de diálogos marcantes, construção de um relacionamento e muita sensualidade, em medidas ideais e fortes.
“Você vale tudo e mais um pouco para mim. Inclusive sangrar até a morte num bordel.”
O livro traz uma série de reflexões sobre o relacionamento entre homens e mulheres dentro da sociedade, que se é desigual hoje, no século XIX era pior e Elizabeth Hoyt é brilhante em dar isso um tom que permeia toda a história, sem ser toda a história, numa narrativa que flui, que é leve, que é intensa, mas nada leviana.
“(...) A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casas de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas.Enquanto ela, por ser mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo.”
“ O Príncipe Corvo” foi uma experiência cativante, repleta de boas passagens e com um romance quente e intenso, com perdão, redenção, amor e sensualidade. O livro consegue trabalhar inúmeras tramas em paralelo que permeavam aquela sociedade e com isso, o leitor tem o vislumbre de pequenos ensinamentos.
Talvez a minha única queixa é que o personagem que será protagonista do próximo romance, “ O Príncipe Leopardo”, tem pouca presença neste romance, então acabamos não desenvolvendo nenhum vínculo com ele.
“Você é minha família. Se nunca tivermos filhos, vou ficar decepcionado, mas, se eu nunca tiver você, vou ficar arrasado. Eu amo você. Eu preciso de você. Por favor, confie em mim o bastante para se tornar minha esposa.”
“Ela era uma mulher, e aonde quer que seu corpo fosse, suas emoções o seguiriam indiscriminadamente.”


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